A Companhia de saneamento de Alagoas (Casal) participa, nesta sexta-feira (18), em Santana do Ipanema, do “Seminário de Apresentação do Termo de Referência: ECO ETE – Instalação Permanente de Viveiro Florestal de Espécies Nativas em ETE Convencional a partir do Gerenciamento de Subprodutos em Sistemas Biológicos de Tratamento de Esgoto”. O evento, organizado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), por meio da Câmara Consultiva Regional (CCR) do Baixo São Francisco, ocorrerá a partir das 9h, no auditório da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), localizada na BR 316.
O ECO ETE, de autoria dos funcionários da Casal, Antonio Ramos, Roberto Lôbo e Waleska Cavalcante, vem sendo desenhado há mais de dois anos, e agora está se tornando uma realidade. O projeto nasce da ideia de tornar as Estações de Tratamento de Esgotos (ETE’s) da Casal autosustentáveis em suas três vertentes: reutilização do lodo produzido com a digestão aeróbia ou anaeróbia da matéria orgânica, reuso do efluente tratado, e reuso do biogás produzido nos reatores anaeróbicos como matriz energética.
Atualmente, o projeto angariou recursos junto ao CBHSF, que vai financiar a construção de viveiro florestal na área da estação de Tratamento de Esgotos do município de Santana do Ipanema ,utilizando o lodo como substrato e o efluente tratado com matéria de fertirrigação. É o grande primeiro case de reuso de efluente tratado em Alagoas e quiçá do Nordeste.
O ECO ETE já foi algo de diversas publicações nacionais e internacionais, sendo vencedor da medalha de prata do maior evento de saneamento da América Latina, a Fenasan, no ano de 2018.
O projeto conta com a participação dos seguintes parceiros: Ifal, Uneal, Agripa e Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente do município de Santana do Ipanema. Além do apoio técnico e logístico da Agência Peixe Vivo, da DHF Consultoria e Engenharia e da Associação do Moradores do Povoado Sementeira..
Segundo Antonio Ramos, está previsto no escopo original do projeto uma produção anual de 45 mil espécies nativas da caatinga. “Dentro do semiárido alagoano, o reuso de efluentes tratados pode representar, a médio prazo, oportunidade de novos negócios, uma vez que em termos de Brasil mais de 60% da água produzida é destinada para a agricultura, tendo o efluente tratado condições suficientes de subsidiar parte dessa demanda”, destacou.



