Luiz Neto participou de painel com CEOs de companhias estaduais e debateu regionalização, sustentabilidade dos contratos e ampliação do acesso aos serviços de saneamento

O presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas, Luiz Neto, participou, nesta semana, do VII Fórum Novo Saneamento, realizado nos dias 12 e 13 de maio, no São Paulo Expo, em São Paulo. O encontro reuniu gestores públicos, investidores, operadores, reguladores e especialistas para discutir os principais desafios e caminhos para acelerar a universalização do saneamento básico no Brasil até 2033.
Durante sua participação no painel “Universalização até 2033 na prática: a visão dos CEOs sobre os gargalos de execução e as medidas necessárias para acelerar projetos”, Luiz Neto destacou os avanços obtidos em Alagoas a partir da regionalização dos serviços e das concessões realizadas no estado, mas ressaltou os desafios enfrentados para garantir a sustentabilidade econômica dos contratos e ampliar o alcance social das políticas públicas de saneamento.
O painel contou ainda com a participação de Munir Abud, presidente da Companhia Espírito-santense de Saneamento; Luís Antônio Almeida Reis, presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal; e Wilson Bley, presidente da Companhia de Saneamento do Paraná. A mediação foi conduzida por Beatriz Nóbrega de Sá.
Durante o debate, Luiz Neto enfatizou que os projetos de regionalização do saneamento precisam avançar de forma mais inclusiva, contemplando também áreas rurais, comunidades quilombolas e povos indígenas, que historicamente ficaram fora de grande parte das estruturas de atendimento no país. Segundo ele, a universalização dos serviços exige que os investimentos cheguem também às populações mais distantes dos grandes centros urbanos.

O gestor também ressaltou que o setor enfrenta desafios econômicos cada vez mais complexos e que a sustentabilidade dos contratos de concessão exige alternativas além do reajuste tarifário. Para Neto, fatores como tarifa social, mudanças no licenciamento ambiental, reforma tributária e a alta internacional dos insumos utilizados no saneamento pressionam diretamente a operação das companhias e demandam soluções criativas dos governos para assegurar o equilíbrio contratual sem comprometer a capacidade de pagamento da população.
Além do presidente da Casal, também participaram do fórum o vice-presidente de Engenharia da Companhia, Marcos Fred Almeida de Albuquerque; o vice-presidente Operacional, Renato Maia Nobre Paes; e o vice-presidente Corporativo, Diego Henrique Tenório Gaia.






